Os anti-postais mostram ângulos inusitados e locais que ninguém repara — ou ninguém quer ver. Assim como os cartões-postais são comerciais e publicitários, o anti-postal é uma anti-publicidade — mas não no sentido de nos repelir, e sim, de nos convidar a visitar o invisitável, o não-comercial, o que não tem o apelo óbvio de uma estética do opressor. O anti-postal é captar o que não caracteriza um lugar como turístico, o que não o identifica — pois poderia estar em qualquer outro lugar — mas que, ao mesmo tempo, só foi visto ali, naquele instante único, (im)pessoal e (in)exato. O anti-postal nos atenta para a beleza no banal, “o feio que bonito nos parece” — porque belo de verdade é aquilo que nos afeta.

A Torre #1


Reflexo #1



Nuvem #1



A Torre #2


Nuvem #2




Lua #1



Nuvem #3



Simetria #1


Simetria #2



A Torre #3



As pixações #1



Nuvem #4



Fratura #1



Simetria #3



Simetria #4



As pixações #2



Lua #2



Simetria #5



Reflexo #2



Fratura #2



Fratura #3



Simetria #6



Simetria #7



As pixações #3



Nuvem #5



Os Anti-Postais, por Carole Bê.

São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro. Copyleft, 2017 / 2018.

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